Estudante cotista de graduação ganha bolsa de doutorado nos EUA

Ainda sem ter terminado o curso de engenharia de produção, a estudante da Universidade de Brasília (UnB) Janiele Custódio, 23 anos, conquistou uma vaga no doutorado da George Washington University (EUA). Para ser aprovada no programa, ela elaborou projeto de modelo de otimização dinâmico para ser utilizado por companhias produtoras de energia.
A pesquisa poderá ajudar a determinar estratégias de venda da eletricidade no mercado de curto prazo para que as empresas tenham mais produtividade.
Janiele conclui o curso neste semestre e começa o doutorado nos EUA em setembro deste ano. Ela considera estar preparada para iniciar a nova etapa de estudos, apesar de não ter a titulação do mestrado. “Acredito que posso desenvolver as minhas pesquisas de forma madura. Sou disciplinada e estou tranquila para me aprofundar nos estudos”, afirma a pesquisadora.
Durante a graduação, ela participou de conferências e congressos. A jovem é coautora de artigo científico publicado na revista Produção Online, da Associação Brasileira de Engenharia de Produção (Abepro) e teve trabalho apresentado no 22º Simpósio de Engenharia de Produção. Ele fez, ainda, dois semestres Purdue University pelo programa Ciência sem Fronteiras. Janiele também fez estágio em diversas empresas privadas e atualmente está empregada numa multinacional que atua no setor de cosméticos.
Natural do Espírito Santo, a estudante cursou ensino médio no Colégio Militar de Brasília. Ela ingressou na UnB em 2010 por meio do sistema de cotas raciais e obteve o primeiro lugar geral do curso. A estudante também passou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) para cursar engenharia química. Ela se posiciona favorável às políticas de inclusão social.
“Sou absolutamente a favor do sistema de cotas. Considero excelente estudar na UnB, que é uma universidade tão inclusiva. Eu não trocaria por nada os anos que passei aqui. E, apesar de todos obstáculos, acho muito bom terem sido tomadas algumas ações para mitigar a sub-representação de negros e pardos nas melhores universidades do Brasil”, diz a estudante.
FONTE: UNB Notícias
