Palocci pede absolvição e cita ‘ex-deputado com mala de R$ 500 mil’

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Em alegações finais, encaminhadas ao juiz federal Sérgio Moro, coordenador da Operação Lava Jato, na primeira instância,o ex-ministro Antonio Palocci pede absolvição. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, crimes relacionados à obtenção, pela Odebrecht, de contratos de afretamento de sondas com a Petrobras.

 

Além de Palocci, são réus no processo seu ex-assessor Branislav Kontic, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e outros 12 investigados por corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o ex-ministro tinha uma “conta corrente” de propinas com a empreiteira.

 

A defesa de Palocci menciona em suas alegações um “ex-deputado flagrado com mala de R$ 500 mil” para confrontar uma declaração do executivo Fernando Migliaccio, um dos delatores da Odebrecht na Lava Jato. Mesmo sem citar nominalmente Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), fica implícita a referência ao ex-assessor especial do presidente Michel Temer, filmado pela Polícia Federal, em 28 de abril, saindo apressado de um estacionamento com mala contendo propinas da JBS.

 

‘Mentira perfeita’ ,Migliaccio afirmou em depoimento que Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, pegava dinheiro em espécie, “nunca menos do que um milhão”, com o próprio delator, “botava na mochila e ia embora”. Os advogados de Palocci tentam desqualificar a afirmação, que classificam de “mentira perfeita”.

 

“O colaborador Fernando Migliaccio foi desmascarado pelos recentes fatos envolvendo um ex-deputado federal do Paraná, que teria sido flagrado portando uma mala com R$ 500 mil. (…) Ora, como se sabe agora, R$ 500 mil ocupam o volume de uma mala média. Mas, de acordo com o delator, Branislav Kontic fazia caber em uma mochila – com aproximadamente um terço ou pouco mais da capacidade da mala carregada pelo deputado paranaense , nunca menos do que o dobro do valor contido em uma mala média A falácia contada pelo réu colaborador salta aos olhos. Esse fato demonstra, por si só, a inconsistência das alegações feitas pelo corréu delator.”

 

Nas alegações finais, o Ministério Público Federal pede a condenação de Palocci. A força-tarefa cobra R$ 32.110.269,37, valor correspondente à suposta propina paga pela Odebrecht.

 

Alcançado pela Operação Omertà, 35ª fase da Lava Jato, o ex-ministro foi preso em 26 de setembro de 2016.Com informações de O Estado de S. Paulo.

FONTE: bahia.ba