Congresso não tem legitimidade para fazer reforma política

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O Congresso Nacional não tem legitimidade moral para fazer a reforma política tão necessária ao Brasil, na opinião do ex-deputado e ex-vereador feirense Humberto Cedraz.

 

Para Cedraz, os deputados e senadores têm buscado sempre o favorecimento dos próprios partidos e dos seus mandatos. “Essa legitimidade sempre faltou porque as reformas aprovadas tiveram como foco os interesses dos parlamentares, que legislam em causa própria”.

 

Ainda segundo Humberto, a tão falada proposta de lista fechada para as eleições também é uma forma de favorecer os chamados caciques dos partidos.

 

“Ela [a lista fechada] é elitista e excludente. Só favorece 12 partidos. Eles querem a lista porque são figuras carimbadas do partido. Quem elabora a lista não é o conjunto dos partidos e sim os dirigentes. Não há oportunidade para participação popular na vida pública”, afirmou Humberto, durante participação no Jornal do Meio Dia (Princesa FM).

 

Quanto à possibilidade de financiamento público das campanhas eleitorais, o ex-deputado também é contrário. “É imoral que a união pague a campanha dos políticos. Sou favorável ao financiamento privado, com mais rigor”.

Já em relação às coligações partidárias, Humberto Cedraz diz ser a favor do fim das coligações porque, segundo ele, a maioria dos partidos pode ser considerada “legenda de aluguel”. “É um puro jogo de interesse”, disse Cedraz, acreditando que essa mudança será aprovada entre os parlamentares, caso a reforma política seja pautada no Congresso.

FONTE: Programa Jornal do Meio Dia