Mãe apela por cirurgia em bebê de cinco meses

Nascido prematuro, com oito meses, em 29 de janeiro deste ano, Miguel Nunes Lima, com menos de cinco meses já luta pela vida e há quatro meses convive com uma sonda, impossibilitado de se alimentar via oral. A mãe, Simone Nunes, conta que parto do filho foi realizado no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), mas desde abril, a criança, diagnosticada com problemas gástricos, foi transferida para o Hospital Estadual da Criança (HEC), onde aguarda por uma cirurgia de gastrotomia.
Conforme relatórios e exames médicos, a cirurgia, no primeiro filho de Simone é necessária, porém a mãe relata que o procedimento foi adiado por quatro vezes. “Desta ultima vez, meu filho já estava pronto para operar, inclusive com dieta zero, quando veio a notícia que a cirurgia seria suspensa mais uma vez por falta de vaga na UTI. A primeira vez ele retornou e disseram só ter feito o exame, da segunda alegou-se falta de vaga, na terceira fui informada que só havia um médico anestesista no hospital e por isso teria que aguardar”.
Preocupada, a mãe apela por celeridade no procedimento, preocupada com a saúde do filho e rotina hospitalar desde o mês de abril. “Estamos aguardando a cirurgia para iniciarmos o processo de desospitalização do meu filho, sabendo que ainda teremos outra etapa de extremo cuidado em casa assim que ele for operado e receber alta”, desabafa.

Acervo pessoal
A assessoria de comunicação de Hospital Estadual da Criança (HEC) informou a reportagem doFOLHA DO ESTADO que os procedimentos de gastrotomia são eletivos (quando não há urgência), obedecendo a uma fila de gravidade e garante que a criança está sendo acompanhada pela equipe médica da unidade. O Hospital Estadual da Criança (HEC) enviou uma nota a redação explicando a situação da criança.
“O paciente de iniciais M.N.L. está na programação cirúrgica, aguardando surgimento de vaga na UTI do Hospital Estadual da Criança (HEC) / Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil (LABCMI). Já está internado, mas a cirurgia dele é considerada eletiva e o HEC dispõe de uma lista de espera de mais de 300 pacientes para realização de cirurgias. Além disso, a unidade hospitalar está com todos os leitos ocupados, inclusive nas Unidades de Terapia Intensiva. Como é uma unidade de alta complexidade e atende uma demanda muito grande de vários municípios do Estado, prioriza atendimentos de urgência e emergência e realização de cirurgias mais graves. Assim que for possível, a cirurgia do paciente em questão será realizada”.
